Quem apostou que 2008 seria um ano agitado no Brasil acertou em cheio. A economia brasileira continua dando sinais de estabilidade, não tendo sido afetada de forma tão contundente pela crise na economia norte-americana, mas o cenário é de agito por um motivo bem simples: em outubro, milhões de brasileiros comparecerão às urnas para escolherem seus novos prefeitos.

Até aí nada de novo, não fosse o forte significado destas eleições especialmente para dois partidos: o PT e o PSDB. Isto porque as eleições municipais costumam funcionar como um termômetro para as eleições presidenciais, que deverão ocorrer em 2010. E os holofotes, claro, estarão voltados sobretudo para o maior colégio eleitoral do país – São Paulo.

A arena para a disputa pelo Banespinha já está praticamente montada e, ao que tudo indica, o embate final para decidir quem sentará na principal cadeira do Palácio do Anhangabaú será justamente entre o PT, representado pela atual Ministra do Turismo, Marta Suplicy, e o PSDB, representado pelo ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Essa semana, pesquisa do Datafolha esquentou ainda mais a disputa, ao revelar um empate técnico entre a petista e o tucano, com ligeira vantagem para Marta Suplicy. De acordo com os números do Instituto, se as eleições fossem hoje a petista Marta Suplicy ficaria com 29% das intenções de votos, enquanto seu principal adversário, Geraldo Alckmin, teria 28%.

O atual prefeito, Gilberto Kassab, teve 13% das intenções de voto. Por outro lado, em um cenário de segundo turno, Alckmin sairia vitorioso com 53% das intenções de voto. Marta ficaria com 41% das intenções de voto. A diferença entre os dois candidatos, contudo, é bastante pequena e fácil de ser revertida pela petista, considerando que ainda tem muita água para rolar nesta disputa.

Alguns pontos merecem destaque na disputa em São Paulo:

  • Rompimento da aliança entre PSDB e DEM (antigo PFL), pelo menos no primeiro turno;
  • Dúvida quanto ao lado que vão ficar os pequenos partidos de esquerda (PDT, PSB e PCdoB) no segundo turno;
  • Racha interno no PSDB, já que o governador tucano José Serra defendia aliança com o DEM e a ala Alckmin era favorável à candidatura própria;
  • Impasse dentro do PMDB (de Orestes Quércia) para qual dos lados irá o apoio do partido.
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    Enfim, ao que tudo indica, a corrida pelo Banespinha já começa a esquentar, dando sinais de que estes seis meses que faltam até as eleições serão bastante agitados na esfera política da pólis. Até a próxima.

    Por: Leandro Paterniani

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