Muito bom esse vídeo! Vale a pena conferir…
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Muito bom esse vídeo! Vale a pena conferir…
A análise que segue foi publicada na coluna “Pensata”, escrita pelo jornalista Gilberto Dimenstein para a Folha de São Paulo. Muito interessante e coerente o ponto de vista de Dimenstein…
“Serra já perdeu
É obviamente muito cedo para arriscar qualquer palpite sobre quem vai ganhar a disputa pela prefeitura de São Paulo A permanecer o atual quadro, com as candidaturas Marta, Alckmin e Kassab, uma coisa é certa: José Serra já perdeu.
Se Marta Suplicy ganhar, certamente Serra será apontado como um dos principais responsáveis pela volta do PT à prefeitura; afinal, não soube harmonizar sua base de apoio. E terá de enfrentar uma forte eleitora (isso se não for candidata) na disputa ao governo de São Paulo ou, quem sabe, até à presidência.
A vitória de Geraldo Alckmin, do PSDB, é também a derrota de Serra. Ambos são rivais, a ponto do ex-governador ter se tornado uma das bases de apoio da candidatura Aécio Neves. Não é à toa que, entre os fuxicos, fala-se até que, no fundo, Serra até preferiria a vitória do PT.
Na melhor das hipóteses para o governador, a vitória de Gilberto Kassab, seu candidato, também é uma derrota; Alckmin, derrotado, será uma liderança forte e ressentida. Kassab só é candidato, de fato, porque Serra dá-lhe apoio.
Enquanto Aécio Neves conseguiu transformar adversários tradicionais em aliados, unindo PSDB e PT, Serra fez de tradicionais aliados, adversários, o que só reforça a visão de que existe uma discrepância entre as habilidades políticas e administrativas do governador de São Paulo.”
(Dimenstein, Gilberto, Pensata, publicado na Folha de S.Paulo em 07/04/0
O crescimento da Ministra do Turismo e pré-candidata pelo PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, nas pesquisas de intenção de voto levou os tucanos a acelerarem as negociações para uma possível aliança com o DEM já no primeiro turno. Não é novidade para ninguém que o partido do ex-presidente FHC vem passando por um “racha” interno no que diz respeito ao nome que deverá concorrer à prefeitura paulistana.
O racha, a essa altura do campeonato, não se refere ao objetivo em si de cada um dos grupos, já que ambos buscam uma aliança com os democratas. O meio de se obter essa aliança é que tem sido o “pomo da discórdia” entre os partidários de Alckmin e os de Serra. Neste sentido, Serra defende que o PSDB abra mão de uma candidatura própria para apoiar a reeleição de Gilberto Kassab.
Nesta terça-feira, dia 8 de abril, por exemplo, enquanto inaugurava, ao lado de Kassab, um hospital no M’Boi Mirim, zona zul da capital, o governador José Serra salientou a importância da continuidade do governo Kassab. Na contramão, o ex-governador Geraldo Alckmin passou a terça-feira em Brasília, junto à bancada tucana no Congresso Nacional. Alckmin quer também aliança com o DEM, mas com Kassab abrindo mão de disputar a reeleição e apoiando a candidatura tucana.
O certo é que enquanto Serra e Alckmin ficam nessa queda de braços dentro do partido, Marta Suplicy ganha terreno para crescer ainda mais nas pesquisas. Alckmin insiste em negar que o racha tucano atrapalhe a sua candidatura, mas a verdade é que ele anda bastante preocupado com essa questão. Caso contrário, não teria ido até Brasília pedir o apoio dos amigos tucanos para indicarem sua candidatura.
Como este blog destacou em um post anterior, estrategicamente seria mais interessante para o DEM se unir com o PSDB já no primeiro turno, mediante a desistência de Kassab de disputar a reeleição. Afinal de contas, é muito remota a possibilidade do atual prefeito crescer tanto a ponto de ir para segundo turno.
Tudo bem que, caso ele não vá para o segundo turno (hipótese mais aceitável dentro da atual conjuntura), a aliança PSDB-DEM será reatada no segundo turno. Isso é fato. Mas o termo de troca é desinteressante para os democratas, já que, no caso de uma vitória da coligação, Kassab ficaria sem cargo ou com um cargo de segundo escalão, diminuindo sua visibilidade para 2010.
Se formos analisar essa situação à luz da Teoria dos Jogos, da Microeconomia, veremos que a melhor saída para Kassab é mesmo abrir mão da candidatura própria, apoiando já em primeiro turno a candidatura de Geraldo Alckmin. Mas este blog faz questão de destacar que a aliança em primeiro turno não é condição suficiente para alavancar a candidatura Alckmim, posto que Marta conta com um importante aliado
PMDB.
Apesar da aliança formal ainda não ter sido confirmada, tudo indica que os peemedebistas devem apoiar a candidatura de Marta Suplicy. E, neste caso, Marta tem muito mais a ganhar com o apoio do PMDB do que Alckmin com o apoio dos democratas.
A divulgação de duas pesquisas - Datafolha e Ibope - mostrando uma ligeira vantagem da petista Marta Suplicy sobre o tucano Geraldo Alckmin na corrida pela prefeitura de São Paulo, deve acelerar ainda mais o processo de formação de alianças para o 1º turno das eleições. Se há uma semana o PMDB estava flertando com o PT e também com o PSDB, o que parece mais concreto hoje é que, na atual conjuntura, os peemedebistas devem sim apoiar a candidatura petista.
Vamos entender o porquê:
1º. O avanço de Marta nas pesquisas de intenções de voto tem preocupado bastante os tucanos, que buscam, por sua vez, forçar uma aliança com o DEM, de Gilberto Kassab;
2º. O DEM parece não estar muito empolgado com a idéia de aliança com o PSDB já no primeiro turno (apesar deste blog considerar que esta seria a melhor alternativa para Kassab,pois dificilmente ele chegará ao segundo turno), o que deve enfraquecer ainda mais os tucanos;
3º. Com o PSDB e DEM voltando suas atenções mais para a especulação sobre uma possível aliança e menos para a corrida eleitoral em si, o PT tem espaço de sobra para crescer mais. E o PMDB sabe disso, o que inevitavelmente vai levar a cúpula peemedebista a apoiar Marta Suplicy.
Circulam, inclusive, pela imprensa informações de que Orestes Quércia (PMDB) já teve uma reunião secreta com Marta Suplicy para esboçar um acordo, segundo o qual os peemedebistas indicariam um nome do partido para compor a chapa da petista. Neste aspecto, o PMDB apoiaria Marta agora em 2008 em troca de um apoio do PT para um candidato peemedebista na disputa por uma vaga no Senado em 2010.
Vale lembrar que nas eleições de 2010, serão eleitos dois senadores por São Paulo, já que terminam os mandatos de Aloízio Mercadante (PT) e Romeu Tuma (PTB). Ou seja, como uma aliança entre PT e PMDB tende a favorecer os dois lados, Quércia e Marta estão dispostos a esquecerem as arestas do passado e caminharem juntos rumo ao Banespinha.
E outro aspecto que o Coisa da Pólis julga importante: estrategicamente falando, é muito mais “jogo” para o PMDB se unir com o PT do que com o PSDB ou DEM. Afinal de contas, o que o PMDB quer é garantir o apoio para uma das vagas ao Senado em 2010 por São Paulo.
O PSDB, naturalmente, esboça um quadro no qual apoiará um candidato tucano e outro democrata para a disputa pelo Senado daqui dois anos, respeitando a tradicional coligação PSDB/DEM, que se não acontecer no primeiro turno, indubitavelmente sairá no segundo turno.
E onde fica o PMDB nesta história? Aí que está a resposta… o PMDB não fica! Dificilmente os tucanos abririam mão de uma coligação forte em nível nacional (no caso, PSDB/DEM), em virtude de um apoio em uma eleição municipal, ainda que estejamos falando de São Paulo, considerado o termômetro eleitoral do país.
Desse modo, o mais factível é de que o PMDB sele o acordo com o PT, já que, assim, poderá “matar dois coelhos com uma paulada só”. O primeiro deles é ter garantido o apoio para uma vaga no Senado (o que não acontece no caso de uma aliança com o PSDB, como mencionado acima).
E o segundo é que, caso Marta ganhe a eleição este ano e em 2010 resolva disputar o governo do Estado (ou a Presidência da República, quem sabe), o PMDB ainda levará de bônus a Prefeitura de São Paulo. É ou não é um negócio da China para o PMDB?
Por: Leandro Paterniani
A semana começou com um maior agito entre os partidos que disputam a Prefeitura de São Paulo. Isto porque o Ibope divulgou nesta segunda-feira, dia 7 de abril, uma pesquisa de intenção de voto realizada em março, por encomenda da Associação Comercial do Estado de São Paulo. A pesquisa confirmou o que já havia sido sinalizado pelo Datafolha na semana anterior: a liderança da petista Marta Suplicy na disputa pelo Banespinha.
Nos três cenários levados em conta pelo Ibope, Marta lidera a disputa pela prefeitura em todos. No cenário mais “real”, ou seja, aquele que inclui na disputa o tucano Geraldo Alckmin, o atual prefeito Gilberto Kassab (DEM) e o ex-prefeito Paulo Maluf, Marta lidera as intenções de voto com 31%, frente a 23% de Alckmin, 14% de Kassab e 11% de Maluf.
O quadro abaixo mostra o resultado da pesquisa Ibope:
No caso de um segundo turno entre Marta e Alckmin, o que parece mais próximo da realidade considerando-se as atuais intenções de voto, o Ibope revela um empate técnico, já que a petista fica com 45% das intenções de voto frente a 44% do tucano. Já num segundo turno entre Marta e Kassab, a petista fica com 49% das intenções de voto frente a 35% do atual prefeito.
Por: Leandro Paterniani
Quem apostou que 2008 seria um ano agitado no Brasil acertou em cheio. A economia brasileira continua dando sinais de estabilidade, não tendo sido afetada de forma tão contundente pela crise na economia norte-americana, mas o cenário é de agito por um motivo bem simples: em outubro, milhões de brasileiros comparecerão às urnas para escolherem seus novos prefeitos.
Até aí nada de novo, não fosse o forte significado destas eleições especialmente para dois partidos: o PT e o PSDB. Isto porque as eleições municipais costumam funcionar como um termômetro para as eleições presidenciais, que deverão ocorrer em 2010. E os holofotes, claro, estarão voltados sobretudo para o maior colégio eleitoral do país - São Paulo.
A arena para a disputa pelo Banespinha já está praticamente montada e, ao que tudo indica, o embate final para decidir quem sentará na principal cadeira do Palácio do Anhangabaú será justamente entre o PT, representado pela atual Ministra do Turismo, Marta Suplicy, e o PSDB, representado pelo ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.
Essa semana, pesquisa do Datafolha esquentou ainda mais a disputa, ao revelar um empate técnico entre a petista e o tucano, com ligeira vantagem para Marta Suplicy. De acordo com os números do Instituto, se as eleições fossem hoje a petista Marta Suplicy ficaria com 29% das intenções de votos, enquanto seu principal adversário, Geraldo Alckmin, teria 28%.
O atual prefeito, Gilberto Kassab, teve 13% das intenções de voto. Por outro lado, em um cenário de segundo turno, Alckmin sairia vitorioso com 53% das intenções de voto. Marta ficaria com 41% das intenções de voto. A diferença entre os dois candidatos, contudo, é bastante pequena e fácil de ser revertida pela petista, considerando que ainda tem muita água para rolar nesta disputa.
Alguns pontos merecem destaque na disputa em São Paulo:
Enfim, ao que tudo indica, a corrida pelo Banespinha já começa a esquentar, dando sinais de que estes seis meses que faltam até as eleições serão bastante agitados na esfera política da pólis. Até a próxima.
Por: Leandro Paterniani